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Matt Bomer diz que trabalhar com elenco gay foi libertador: ‘Livre’

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“Passei a última década da minha vida interpretando personagens muito reprimidos”, disse o ator

Matt Bomer diz que trabalhar com elenco gay foi libertador: 'Livre'

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Matt Bomer, 47, só queria se divertir. Após uma série de papéis densos, como o de um veterano da 2ª Guerra Mundial que esconde a homossexualidade durante toda uma vida em “Companheiros de Viagem” (2023), seu desejo era relaxar no set de filmagens e se permitir ser bobo e engraçado.

“Passei a última década da minha vida interpretando personagens muito reprimidos, e isso foi algo ótimo. Foi lindo explorar essa escuridão. Mas pensei: ‘Poxa, preciso fazer uma comédia, espero que isso se apresente para mim em algum momento'”, comenta o ator em bate-papo por videoconferência com o F5.

E foi aí que ele recebeu uma ligação com o convite para um dos principais papéis da sitcom “Modernos de Meia Idade”, que estreou há pouco mais de uma semana no Disney+. Nada mal para um ator que, no começo da carreira, chegou a ouvir de um produtor que jamais faria um protagonista se revelasse que era gay.

De lá para cá, Bomer não só saiu do armário publicamente, como se casou com um relações-públicas, teve três filhos por barriga de aluguel e passou a falar cada vez mais abertamente sobre o tema. Também começou a aceitar papéis cada vez mais ligados à experiência LGBTQIA+. Tudo isso sem perder o ar de galã clássico de Hollywood –os olhos azuis penetrantes e o queixo quadrado já lhe valeram o convite para viver o Super-Homem, embora o filme nunca tenha saído do papel.

Agora, ele também voa pelos ares, mas na pele do comissário de bordo Jerry Frank, que decide dividir a casa com outros dois amigos gays (e a mãe de um deles) na comédia televisiva da Disney. “Pensei: ‘Esta é a chance perfeita para ir trabalhar, experimentar alegria e tentar trazer um pouco de alegria para as outras pessoas também'”, comemora o ator.

Mais jovem dos protagonistas, o personagem é de uma inocência quase infantil. Ele entra na turma como namorado de um quarto amigo, George, anos antes dos acontecimentos da série. Mesmo com o fim da relação amorosa, a amizade perdura. E é justamente a morte de George que serve como gatilho para a mudança de vida do trio.

“Bem, acho que se alguém conseguiria ser amigo do ex, provavelmente seria Jerry”, comenta Bomer, que define o personagem como “um verdadeiro vira-lata”. O ator também explica que, apesar do tom brincalhão, a forma como as relações dele foram construídas na trama é complexa.

“Ele conheceu esses caras e passou por um momento vulnerável e desafiador com eles”, diz. “Ele foi exposto por sua ex-esposa e perdeu sua família, perdeu tudo. Então, eles realmente se tornaram sua família. Acho que eles se apegaram a ele e o apoiaram em tudo isso. Eles foram fundamentais para seu desenvolvimento como ser humano.”

Bomer diz se identificar com a situação. “E é isso que minha família escolhida foi para mim quando tinha meus 20 anos”, afirma. “Essas foram as pessoas com quem pude explorar meu eu mais autêntico e descobrir quem eu era como pessoa, cair de cara no chão às vezes e ter momentos realmente ótimos. E é meio que sobre isso que a série trata.”

Contracenando com Nathan Lane, 69, e Nathan Lee Graham, 56, ele comemora a possibilidade de aproveitar a experiência dos veteranos, algo que ele aconselha a todos. “Alguns dos relacionamentos mais valiosos que tive na vida são com pessoas da nossa comunidade que são mais velhas do que eu, que me deram sabedoria”, afirma. “Acho que faríamos bem em ouvir aqueles que estiveram por aí e passaram por algumas coisas e podem ter alguma sabedoria para nos oferecer.”

Nesse intercâmbio de gerações, Jerry tem também um papel importante a cumprir na trama. “Muitas vezes, ele é a força motivadora para eles saírem de casa”, afirma. “Ele não quer que eles fiquem sentados e estagnados. Ele não está pronto para apenas ficar em casa o dia todo. Ele quer que eles vão para Fire Island [popular destino turístico gay nos EUA], para a um show, para o cassino… e por aí vai. Ele quer agitar as coisas um pouco.”

Equilibrar os elementos dramáticos com a comédia inerente ao texto não foi um problema, segundo o ator. “Você tenta entender quem os personagens são em sua essência e tenta deixar as circunstâncias te envolverem e levar a cena”, avalia. “Talvez a maneira como um personagem lida com algo possa parecer mais engraçada do que seria em um drama, mas muito do dever de casa como ator é o mesmo.”

Por outro lado, ele diz que se sentiu a diferença ao dividir a cena com atores também abertamente gays, em uma série que foca as vivências dessa comunidade. A energia no set, conta, era única. “Era um ambiente tão livre de vergonha, não havia filtros”, comemora Bomer. “Nós apenas mergulhamos sem nos preocuparmos ou pedir desculpas por quem éramos.”

“MODERNOS DE MEIA IDADE”

Quando: Os 10 episódios da 1ª temporada estão disponíveis no Disney+
Classificação: 14 anos
Elenco: Matt Bomer, Nathan Lane, Nathan Lee Graham e Linda Lavin, entre outros

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Ator de ‘Narcos’ está em coma após contrair infeção

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Manuel Masalva é mais conhecido por interpretar Ramón Arellano Felix na série ‘Narcos: México’.

Ator de 'Narcos' está em coma após contrair infeção

O ator Manuel Masalva foi colocado em coma induzido após contrair uma infecção bacteriana grave enquanto estava de férias. Ele foi levado às pressas para o hospital e permanece em estado crítico.

Sabe-se que o artista — mais conhecido por interpretar Ramón Arellano Félix na série Narcos: México — está recebendo antibióticos potentes enquanto passa por um tratamento intensivo, conforme relata o Mirror.

O amigo próximo e colega do ator, Mario Morán, falou sobre o estado de saúde de Manuel Masalva em um vídeo publicado nas redes sociais no dia 2 de abril.

“Meu irmão está lutando pela vida longe de casa”, disse. “Quero pedir o apoio de vocês neste momento difícil. Ele foi vítima de uma bactéria muito agressiva enquanto estava de férias, e isso fez com que ele entrasse em coma induzido”, explicou.

Para ajudar a cobrir as despesas médicas foi criada uma campanha no GoFundMe, que já ultrapassou o valor pedido de 50 mil dólares. 

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Chama a Rosane Svartman! Globo recorre à autora para salvar audiência de novelas

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Responsável por recentes sucessos da emissora, ela está prestes a estrear ‘Dona de Mim’, numa fase em que produções do canal patinam no ibope

Chama a Rosane Svartman! Globo recorre à autora para salvar audiência de novelas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Se o ibope está ruim, chama a Rosane Svartman. Ao que tudo indica, é mais ou menos esse o sentimento nos bastidores da Globo. A partir do dia 28 de abril, ela entra em cena de novo para tentar “salvar” os índices baixos de audiência que algumas recentes novelas da Globo vêm registrando. Rosane assina “Dona de Mim”, nova trama das 19h que vai substituir “Volta Por Cima”.

Mas claro que o rótulo de “salvadora da pátria”, apesar de a divertir, não é encarado por ela como verdade absoluta. “Adoraria ter uma fórmula, e se tivesse, diria para todo mundo”, afirma ela, que também está em cartaz nos cinemas com o filme “Câncer com Ascendente em Virgem”.

“Mas talvez [o segredo para dar audiência] tenha a ver com a escuta, a troca, em aceitar contribuições. Todo criador trabalha com o instinto de saber o que vale a pena contar. Uso a minha sensibilidade para tentar ouvir o que é mais latente na sociedade”, explica.

O retrospecto conta a favor de Rosane, que já escreveu três novelas para a Globo como autora principal no horário das 19h. A primeira foi “Totalmente Demais” (2015), que registrou 31 pontos naquele ano e 30 na reprise de 2020.

“Bom Sucesso” (2019) chegou à reta final também na casa dos 30 pontos e boa aceitação do público. O mais recente trabalho foi “Vai na Fé” (2023), que terminou consolidada como a melhor trama após “Pantanal” e chegou até a superar “Terra e Paixão”, das 21h, em público absoluto em algumas ocasiões.

Nos últimos capítulos, a história chegou próximo dos 30 pontos e 35 em capitais como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Belém. Ainda teve recorde de faturamento com 15 anunciantes, ou seja, a trama do horário das sete que mais deu dinheiro para a emissora em todos os tempos.

“Se a gente for pensar, audiência vem da conexão humana e da empatia, seja pelos mocinhos ou pelo vilão. O que importa é tocar o coração e pensar em abordar temas que interessem. Como a gente pode mudar o mundo, reconstruir o laço social? Por meio do reconhecimento, que é a minha base para contar histórias”, avalia.

“Dona de Mim”, assim como as antecessoras de Rosane, vai manter a diversidade na tela, com protagonistas pretas e enredos que conversam com o público. A novela vai ao ar pela primeira vez dois dias depois do aniversário de 60 anos da Globo e em uma noite importante no remake de “Vale Tudo”, que vai ocupar a faixa das nove, quando haverá a repercussão da entrada de Odete Roitman (Debora Bloch) na trama.

A produção vai abordar a vida de Leona (Clara Moneke), uma jovem segura e divertida, às vezes sem noção, e que carrega certos traumas do passado. Arrumará um emprego como babá e terá uma bonita relação com a filha de seu patrão. Tony Ramos, Claudia Abreu, Marcello Novaes, Marcos Pasquim, Juan Paiva, Suely Franco e Giovanna Lancellotti são nomes que farão parte da história de Rosane.

E nem mesmo um incêndio que afetou parte da cidade cenográfica de “Dona de Mim”, em fevereiro, atrapalhou. Segundo a autora, foi triste, mas não houve grandes danos.

“Tivemos profissionais que conseguiram dar uma solução, mas foi um susto. Influenciou no roteiro de gravação. Passei pelo cenário e o trabalho e o esforço de muita gente pegou fogo junto. No fim, deu tudo certo”, relembra.

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Fióti sobre Emicida: não fomos preparados para lidar com ascensão econômica

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A desavença entre os irmãos tornou-se pública em 28 de março

Fióti sobre Emicida: não fomos preparados para lidar com ascensão econômica

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Evandro Fióti falou em entrevista ao Fantástico deste domingo sobre o rompimento da parceria com o irmão Emicida. Durante a conversa, ele disse: “Esse lugar da ascensão econômica, não fomos preparados para os desafios que [o lugar] traria, e o que deveríamos mudar individualmente nas nossas vidas.”

“Percebi existir um distanciamento entre nós, foi ali mais ou menos entre 2017 e 2018.”, disse Fióti, em entrevista ao Fantástico.

A desavença entre os irmãos tornou-se pública em 28 de março, quando Emicida anunciou o término da parceria com Fióti. “Eu acredito que a gente construiu coisas muio relevantes, mas chegou o momento que isso se esgotou”, disse.

No último dia 4, Emicida utilizou suas redes sociais para divulgar um comunicado sobre o fim da parceria com seu irmão, Evandro Fióti, e a disputa judicial entre eles pela Laboratório Fantasma, empresa que fundaram juntos em 2009.

Fióti nega as acusações de Emicida, que move um processo judicial contra o irmão, alegando que Fióti realizou saques indevidos e sem comunicação, num montante que chega a R$ 6 milhões.

“Todas as transferências para ambos os sócios e a divisão de lucros desses 16 anos sempre foram feitas seguindo os ritos de governança da área administrativa e financeira. Não trabalhei de maneira anti-ética nenhuma vez na minha vida”, disse Fióti.

Ele continuou, e falou sobre seu passado. “Desde a época que eu era servente de pedreiro, desde a época que fui líder numa grande rede de fast-food, o que me mobiliza é o que quero construir, e na Laboratório Fantasma nunca foi diferente disso”, disse Fióti

Fióti lembrou dos bons momentos com o irmão. “Tenho muita saudades do Leandro [Emicida] que se emocionava quando eu tocava violão. Que foi o que deu energia para construíssemos uma empresa para impulsionar nossos sonhos.”

Na última sexta-feira, Emicida divulgou um novo posicionamento sobre a briga judicial com o irmão, Fióti.

Emicida diz nunca ter utilizado termos como “desvio” ou “roubo” no processo. “Estes nunca foram termos utilizados por Leandro, seja em seus comunicados, seja nas suas manifestações nos autos do processo”, diz o comunicado divulgado hoje pelo músico.

Tribunal fala em “desvios”. Em decisão do dia 31 de março à qual o UOL teve acesso, o juiz Guilherme de Paula Nascente Nunes descreve o caso: “Aventa (…) ter-se surpreendido o requerido com apuradas desvios pelo autor Evandro, minoritário, perpetrados, a totalizarem R$ 6.000.000,00, desde junho de 2024”.

Emicida diz que decisão de romper parceria profissional com o irmão não foi repentina. “Trata-se de uma decisão madura e tomada após diversas tentativas de alcançar uma harmonia entre ambos em relação a inúmeras questões essenciais à gestão do negócio e da carreira do artista Emicida”, diz o comunicado.

Ele ressalta, ainda, que o contato entre os advogados foi retomado. “Feitos esses esclarecimentos, é desejo de Leandro [Emicida] que seja possível alcançar um acordo amigável entre as partes, sendo que a paz volte a reinar entre os irmãos”.

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